A pior prisão é a da mente

Em 01/04/2019 , Comments

 

Por Cidinha Graziato

 

A sua mente é uma prisão?

As acusações e culpas não cessam de atormentar a sua consciência, e você se sente vítima das pessoas, fatos e situações?

Certamente você não está sozinho nessa condição, se é isso que acontece na sua vida diária.

 

Vítima, ou vilão?

 

A maior parte das pessoas sente que não consegue sair do papel de vítima em suas vidas, seja em uma área, em mais de uma, ou em todas.

Porém, para que vítimas existam, é necessária a existência da figura do vilão, e é aí que o raciocínio emperra.

Se todos são vítimas, quem são os vilões? Será que somos todos ao mesmo tempo vítimas e vilões? Ou, ao contrário, não existe nada além da ilusão desses papéis?

 

Escolha seu papel

 

Vamos considerar que você foi colocado por alguém, ou por si mesmo, no papel de vilão.

Você se sente mal com isso? Ou nem liga, e no fundo sente que não ligar é algo que mostra um lado seu não tão bonitinho?

Mas que situação... não existe uma resposta certa, afinal.

E como é que você foi parar nesse dilema? Quem classificou você nesse papel?

Talvez você nem seja o vilão, e sim a verdadeira vítima, de uma injustiça que estão fazendo...

Opa, então somos todos vítimas, é isso?

 

 

Supondo que você nunca foi o vilão, e assume que se encaixa no papel de vítima. A sensação não é boa, mas traz um certo orgulho de si mesmo, não é verdade?

Vìtimas, por definição, são melhores que os vilões, pois automaticamente ocupam o lado mais frágil da relação, aquele que se sacrifica pela paz em casa, ou no trabalho; que tem autocontrole para sofrer, sem murmúrios,  pelo bem dos outros, inúmeras, enormes injustiças.

Gastam seu tempo e seus talentos na tarefa de se tornarem indispensáveis, de serem importantes, de se imaginarem insubstituíveis!

Verdadeiros heróis na pele de vítimas, pelo bem…

Pelo bem de quem?

Quem ganha com esse sofrimento todo?

 

O poder

 

O poder parece estar no polo oposto, nas mãos do vilão, que injustamente impõe à vítima todo o sofrimento e dor que ela, corajosamente,  docemente, suporta.

Porém, é o vilão quem carrega o peso da culpa, das cobranças, do drama que lhe são impostas pela vítima, às vezes sem nem mesmo entender claramente as queixas, e fica sem forças para mudar a situação.

 

Podemos então concluir que o poder está nas mãos da vítima?

Será que ela se torna poderosa, ao perceber que pode sustentar a situação enquanto se sentir recompensada em suas próprias ilusões de superioridade e, quando finalmente decidir sair desse papel, ainda ganhará consolo e admiração de quem, apenas de fora, vê a situação superficialmente?

Conscientemente, talvez não, afinal não é nada agradável o sofrimento que ela verdadeiramente sente.

É possível, no entanto, que uma análise honesta de si mesma, jogando luz sobre as sombras nos cantinhos da alma, faça a vítima encarar exatamente esse cenário.

 

A riqueza da solução

 

Para a visão espiritualista,  nesse bailado triste, a verdade é que não há vítimas nem vilões.

Quem hoje ocupa um papel, já esteve desempenhando o outro, em uma ou outra situação, em razão de um ato ou fato, não importa em que área da vida, somos e fomos todos vítimas E vilões.

Então, a solução é um tesouro enterrado fundo no coração e na mente de cada um de nós.

Uma análise sincera de nossas motivações e queixas, pode nos levar a reconhecer que o que recebemos, um dia podemos ter oferecido a alguém... Que aquilo que fizemos no passado foi feito sem as mesmas condições de consciência e de domínio dos fatos e emoções que temos agora, e o mesmo se aplica a quem nos fez algo que entendemos como negativo...

Podemos compreender que o fato de termos avançado em compreensão, enquanto ainda há quem não esteja no mesmo patamar, não é algo de que devemos nos orgulhar, pois já estivemos antes naquele lugar, e a pessoa de quem nos queixamos também vai chegar mais adiante, no tempo que for o correto para ela...

Finalmente, essa conscientização nos leva à solução mais perfeita, preciosa, que é o perdão. Somente o perdão nos tira do papel de vítimas, porque nos mostra que o suposto vilão na verdade é vítima também, além de professor.

 

A felicidade, enfim, à vista

 

Quando olhamos com serenidade para dentro de nós,  encaramos tranquilamente o fato de que aqueles que nos fazem sofrer, na verdade nos ajudam, pois evidenciam aqueles sentimentos que podemos - e devemos - lapidar.

É um caminho que, em lentos mas firmes passos, nos leva em direção à felicidade de estar aprendendo a viver melhor, de ser uma pessoa melhor.

A personalidade de cada um de nós tem arestas a serem polidas, e são esses, que nos ferem, os professores que forjam em nós um caráter mais justo, carinhoso, agradável e equlibrado.

No aprendizado que daí surge, a dor é a ferramenta utilizada, mas não precisa ser.

 

O poder do amor

 

Entre as escolhas que temos, está a de aprender pela dor ou pelo amor.

A família que escolhemos é composta por seres com quem temos identificação e/ou resgates, e com estes últimos fazemos acordos para trazer à luz as nossas características que devem ser olhadas com carinho para então serem mudadas.

Com nossos familiares a quem nos unimos por afinidade, temos a chance de, com amor, aprender a ser pessoas melhores pelo exemplo, observando e imitando a quem admiramos, aprendendo com suas palavras amorosas e com suas atitudes de generosidade, compreensão, coragem, gentileza, enfim, há tantas qualidades que podemos plasmar em nós vendo-as em quem amamos…

 

O percurso desde o papel de vítima até a felicidade e o amor

 

Não é fácil lidar com os sentimentos que a vitimização traz, para qualquer pessoa é um verdadeiro labirinto de tristeza.

Vimos que o perdão é um tesouro escondido em nós, que uma vez encontrado, começa a solucionar todas essas questões.

Porém, até chegar à verdadeira compreensão e entrega do perdão que tudo lava e refaz, há um caminho a ser percorrido para quem hoje está se sentindo como vítima, desalentado e precisando de amparo, conselho, de alguém que saiba ouvir sem julgar.

A terapia com o método dos Acordos Espirituais, uma das melhores para isso, equiparada à Psicoterapia Reencarnacionista em sua riqueza de conteúdo e de potencial curativo, pode ser aplicada isoladamente, ou em conjunto com outras técnicas que amenizam a dor de remexer em memórias, muitas vezes, soterradas sob anos de silêncio.

 

Ao final dessa caminhada, removidas as cascas ilusórias com que se encouraçou com o objetivo de se defender, a ex-vítima está pronta para ver, tanto em si como nos outros, aquelas facetas que refletem o amor por si, pelo próximo, e a felicidade de estar viva.

 

Gostou da idéia? Então conta comigo para te guiar nessa busca!

 

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