O preço do nosso erro

Em 08/05/2017 , Comments

Neste final de semana que se passou eu iniciei um novo curso de formação. Senti o chamado de que esse seria o próximo passo na minha caminhada de evolução e decidi mergulhar em um mundo que já acompanho como curiosa, apoiadora ou mesmo como peça central: Constelação Familiar e de Negócios, com o professor Nelson Teston (inclusive ele dará uma aula gratuita falando mais sobre esse tema. Clique >>AQUI<< e saiba mais). E uma das tantas reflexões feitas foi a questão do peso moral do erro.

Quando erramos muitos sentimentos afloram em nós. Emoções como culpa, vergonha, autocobrança, frustração, tristeza... E todas essas percepções provocam profundas mudanças em nossa forma de pensar, de agir em relação a isso. Como não queremos mais sofrer, nos protegemos.

Autoproteção

Existem muitas formas de se proteger, uma delas é não mais permitir que situações parecidas possam chegar perto de você. Então você se fecha, decide riscar isso do seu caderninho e volta seus olhos para outra direção.  Outra maneira é endurecer como pessoa. Gerar uma cobrança tão grande sobre si mesma que é instalado uma vigilância tão grande que não se tem mais espaço para o espontâneo e sim para tudo o que foi planejado. Isso sem falar do medo que temos que as pessoas nos julguem e analisem pelo nosso erro.

Errar é humano

Esquecemos que errar faz parte da nossa condição humana. Esquecemos que não aprendemos o essencial na vida: o seu real sentido. Por não nos ensinarem o que viemos fazer aqui, nos deixamos enredar pelos papéis que a sociedade, a nossa cultura, a nossa família coloca sobre nós.  E, sem sequer desconfiar do quanto isso é falso, acatamos piamente. Um grande equívoco que ao longo da vida cobra seu preço.

O preço do não saber

Não conhecer algo tem seu preço. Porém, preço maior se paga pelo fato de estarmos despertos para ir ao encontro de quem somos verdadeiramente e negligenciar isso. Enquanto ainda não sabemos, temos a dádiva temporária da alienação, da ignorância para nos salvar. Porém, no momento que algo se descortina, que se revela para você, para mim, para nós nada mais pode ser igual. Agora você conhece.

Teoria X Prática

Tudo o que conhecemos só faz sentido se é implementado em nossa vida. Posto em prática para melhorar a nós mesmos e nossas relações com as pessoas que estão em nossa volta, seja na família, no casamento, no trabalho, nas amizades... Existe um preço a ser pago quando não colocamos em prática o que aprendemos. A dor e o sofrimento surgem. Situações e pessoas se aproximam a comando dessa lei maior da evolução constante para te levar a dar esse próximo passo, nem que seja forçosamente.

Aceite...

Sucessivos erros se revelam quando rejeitamos o nosso aprendizado. A missão de aprimorar nossa jornada deve passar pela aceitação dela, para então compreendermos melhor nosso papel dentro dela, assim podermos concordar e incluir ações que alinhem nossa vida a esse propósito. Isso revela respeito à finalidade da sua vida e das demais pessoas também. Negar nos afasta e, toda vez que fazemos isso, estamos excluindo o que não é possível excluir, você mesmo.

Se permita...

Pare de negar e busque se permitir olhar com carinho cada situação que chega até você. Permita se perdoar por todas as escolhas feitas por você no passado que não lhe ajudaram a ser uma pessoa melhor. Lembre-se de que você hoje possui informações que antes não tinha e isso lhe tornou mais madura e consciente de si mesmo, das suas escolhas e da sua relação com o seu entorno. 

Erros do passado

Não se torture uma vida inteira por um erro do passado. Não deixe que o que aconteceu lá trás determine negativamente todo o restante da sua história. Ouse deixar para trás para poder seguir em frente. Por mais dolorido que seja, é chegada a hora de seguir em frente. É chegado o momento de se perdoar por ter se colocado nessa situação, por ter tomado caminhos que lhe levaram ao sofrimento, rompimentos ou separações.

Presa ao passado

Não apenas você sofre, mas as pessoas também. Saiba que o fato de você guardar mágoas, ressentimentos, se sentir triste em relação a uma pessoa ou situação, prende a evolução de ambos. Você projeta sobre a pessoa toda essa energia e ela tende a devolver, o que forma um elo, uma corrente que aprisiona ambos. Mesmo que você nutra o sentimento de vingança, raiva ou desejar o mal só lhe traz a mesma energia para sua vida. Afinal, essa energia é como um bumerangue: vai e volta, tantas vezes quanto nós a arremessamos...

É hora de deixar ir...

É hora de virar a página, de soltar, de desapegar, de deixar de cobrar de si mesmo ou outras pessoas os erros cometidos no passado. É hora de aprender com a situação e usar esse ensinamento para evoluir. Deixar a sua alma se tornar livre. Se libertar de prisões invisíveis que criamos ao nosso redor pelo fato das coisas não saírem como desejamos...

Lembre-se: aceite -> compreenda -> concorde -> respeite para incluir. Tudo o que excluímos tem um pouco de nós...

Dois desafios para você...

Responda com o seu coração e se surpreenda com as respostas!

1-Quem nesse instante você exclui da sua vida? Por que motivo? E o que essa pessoa revela sobre você?

2-Qual erro aconteceu no passado que fez você firmar um pacto consigo mesmo de que nunca mais ninguém faria isso com você? Quem estava envolvido? Como isso reverbera até os dias atuais? Como isso lhe impediu de seguir em frente feliz, leve, em paz consigo mesmo e os outros? Você já se perdoou ou perdoou os envolvidos? O que lhe impede de perdoar? Qual o aprendizado oculto por trás dessa situação?

OBS.: Muitos desses aprendizados estão vinculados ao fato de você pertencer aos 4 grupos dos Acordos Espirituais. Se você ainda não conhece a qual ou quais grupos pertence, clique >>AQUI<< e descubra agora mesmo.

Quero te pedir uma coisa, se esse artigo te ajudou é porque ele pode ajudar outras pessoas também. Compartilha ele? Manda para seus amigos? Eu acredito que juntos somos mais fortes do que sozinhos. Juntos vamos mais além e somos capazes de tornar esse mundo um lugar melhor para viver.

Conto contigo.

Um forte abraço, Aline Schulz.