Autoamor: o seu maior potencial de energia!

Em 01/04/2019 , Comments

Por Regina Cunha

 

O mundo não se encaixava em mim

Há aproximadamente dois anos, a minha vida estava em ruína emocional e eu não sabia o porquê! Era um vazio no peito sem fim... Uma das piores sensações que o ser humano pode sentir: não saber para onde ir, quem deseja ser, que caminho percorrer. E o que mais me deixava intrigada era que eu não tinha motivo aparente para me sentir assim: meus pais, toda a família saudável, já tinha casa, carro, bem casada, com emprego estável de servidora pública, amigos, frequentava uma instituição religiosa e tinha tudo para ser feliz, mas não conseguia alinhar com a minha paz de espírito e no fundo não era feliz... Uma sensação de ter tudo e não ter nada, de que nada estava bom, pois “o mundo não se encaixava em mim”.

Antes disso eu era extremamente exigente comigo e consequentemente com os outros, especialmente com a minha família, com quem extrapolava e acabava falando mais do que devia, para depois ficar morrendo de arrependimento e remorso, sem coragem de pedir perdão.  A questão é que eu achava que fazer o perfeito e rápido era o correto, o preço da felicidade. Sim, o preço, porque era muito cansativo... Sempre tive uma mente acelerada e dinâmica, não me permitia descansar, tinha que estar sempre em atividade. Mais tarde, descobri que, na verdade, as “minhas mãos” não conseguiam acompanhar muito a minha mente, porque pensava demais e fazia de menos.

Ainda era um poço de reclamação, não compreendia porque as pessoas não se movimentavam para melhorarem os processos. Imaginem a lminha relação com a burocracia do serviço público... Quanto desgaste por querer fazer o mais e não apenas o que me era pedido, por não compreender o tempo e as escolhas dos outros.

E assim a vida foi prosseguindo, no ritmo da ansiedade e do estresse até que o corpo deu “tilti”. Nessa etapa, comecei a repensar a minha existência. Algo nada simples, descobri que “eu que precisava me encaixar no mundo e não o contrário”.

 

A CULPA

Foi muito difícil para mim, que me cobrava estar sempre certa, fazendo o maior esforço para ser feliz, abraçando o jeito de querer ser correta demais, descobrir que não estava fazendo as melhores escolhas. Eu tinha que ser “perfeita”, não podia errar.

Lembro-me como se fosse hoje, que meu pai tentou marcar uma psicóloga para mim e a primeira pergunta que ela lhe fez foi se eu queria ir. Caraaaaca, como eu ia falar para outra pessoa desconhecida que eu tinha errado! Não tinha coragem. A vergonha me paralisou de forma impactante. Imaginem o tamanho da culpa que antes era só dos outros...

Aí veio a necessidade de mudar! Sem êxito... Foi a fase do terror. Senhor, como foi sofrido saber que eu precisa mudar e acabava sempre tendo as mesmas reações impacientes e estressantes. Eu já estava ficando cansada, desmotivada. Não sabia mais o que fazer. E entrei no ciclo da culpa: quando menos mudava, mais me culpava; quanto mais me culpava, menos mudava...

Os processos de julgamentos alheios se tornaram autojulgamentos.

Então aprendi que eu não precisava ser perfeita, sintonizei-me com a bênção da meditação e descobri que quando a gente não acerta, a gente aprende e isso trouxe um grande alívio pra mim!

 

OS VÍCIOS

Os vícios estão diretamente relacionados com o vazio no peito, com uma insatisfação da vida que não parece ter fim.

Na tentativa ilusória de acabar com esse vazio/insatisfação, como boa libriana, fazia “shoppingterapia”, além de me descontrolava com os alimentos. Só que isso nunca iria dar certo, porque eu não precisava de vestuário e comida, eu simplesmente precisava de amor. Eu precisava de aprender a me amar.

Como a tal da promoção me pegou! Eram compras demasiadas, até de roupas que iriam me “esperar” emagrecer. As compras da internet chegavam e não me satisfaziam: até virei a “moça da troca”.

Na alimentação me dava vontade de comer “doce”, depois de comer “salgado”, de comer “doce” e depois de comer “salgado”, numa gangorra sem fim.

Essas tentativas em vão viraram vícios, porque elas não supriram a real necessidade de me aceitar do jeito sou, para sintonizar com o melhor de mim mesma...

 

A MÁSCARA

Ao me impor a condição de ser “perfeita”, aderi à máscara do “está tudo bem”. Por fora, implacável e por dentro desmoronando...

Eu precisei olhar para essa máscara com autoperdão, compreender que a perfeição é uma profunda ilusão e parar de fingir que estava tudo bem. Não precisei “chorar” com todos com quem me encontrava, porque não é essa a questão, mas sim, se não estava dando conta sozinha, precisei ir com vergonha mesmo (que foi se transformando em autoaceitação e aprendizado) buscar a ajuda necessária e adequada para o momento.

Tirar essa máscara não foi um processo fácil, mas foi progressivo e libertador!

Quando decidi descobrir quem sou e amar quem encontrei a minha vida se transformou!

 

AS TERAPIAS

Fiz alguns tratamentos terapêuticos que me fizeram compreender como eu estava inserida nos meus processos infelizes, que me causavam desgastes emocionais intensos, mas que foram necessários para me fazer “acordar”.

Tomei alopáticos e florais, fiz tratamentos holísticos, energéticos, espirituais, que foram me reequilibrando num novo Eu.

A vida seguiu mais um bocadinho, trabalhos voluntários, estudos espíritas e holísticos, sessões de terapia, tudo com o intuito de compreender um pouco mais da minha existência: “quem sou” e “para onde vou”.

Estava tentando me reajustar ao mundo, a compreender a naturalidade das oscilações, dos autos e baixos.

Foi uma fase mais tranquila seguida de outras turbulências necessárias, que foram cada vez mais me ajustando à vida. Mas ainda não tinha encontrado o meu Caminho Solar, aquele que nos leva de volta à casa do Pai.

 

OS ACORDOS ESPIRITUAIS

Em março de 2017, já conhecia a Luz da Serra, meditava com a Amanda Dreher, mas sentia que ainda faltava algo... Então tive a oportunidade ímpar de conhecer a Aline pessoalmente e o acolhimento dessa mulher maravilhosa (e da sua equipe) foi tão intenso, tão profundo, que me preencheu, fez-me sentir merecedora da felicidade!

Em abril do mesmo ano iniciou nova turma dos Acordos Espirituais e eu falei com a Aline que sentia que esse curso seria um divisor de águas na minha vida... E foi! Na verdade, foi um “Cursoterapia”! A cada aula parecia que a Aline contava a minha história e eu me aliviava em lágrimas... E com o tempo fui me tornando uma pessoa mais amorosa, tolerante, compreensiva e passei a sentir as pessoas, a compreender seus processos internos, observando a maneira de se expressarem no mundo.

Precisei compreender e aceitar que a cura é um processo... Sempre teremos o próximo passo...

E aqui eu descobri a minha missão... Aprender e ensinar o autoamor... E fiquei temerosa: “Como vai ser isso? Falar de amor é um tabu... Ainda mais de autoamor? Quem vai querer me escutar?”. Obtive também o auxílio de outros mestres amados e aprendi que a minha missão era apenas oferecer... A escolha de aceitar não fazia parte de mim.

Para minha surpresa acabei descobrindo como as pessoas precisam aprender a se amar... A se permitir sentir, porque não se cura o desconhecido... A aceitar a sua integralidade... A descobrir que por trás das emoções aflitivas (raiva, ódio, mágoa, orgulho...), por vezes ignoradas, está imensurável luz dentro de cada um de nós. E está tudo bem, porque o verdadeiro motivo de termos nascido é a cura dessas emoções; a missão é o instrumento. Apenas isso... Bora simplificar!

 

A CORAGEM

Esse é um conceito que preciso compartilhar.

Ter coragem não é deixar de sentir medo, é apenas agir, mesmo com medo.

Portanto, nada de anormal com o frio na barriga, a suadeira e até o piriri... O anormal é deixar de fazer o que você sabe que vai ser bom pra você.

A coragem é uma das ferramentas que vai fazer você criar pontes e não abismos na sua caminhada. Põe o pé, porque o Universo vai por o chão. Se você não der o primeiro passo (e os seguintes) ninguém vai poder fazer isso por você. Isso é incontestável, não se pode mudar!

E a sensação da conquista é tão maravilhosa que lhe incentiva a seguir sempre em frente, porque você nasceu para prosperar sem limites. Essa é a sua verdadeira natureza, a sua profunda essência: a felicidade. Você nasceu para aprender a ser feliz!

 

UM PRESENTE

Para lhe ajudar nessa caminhada, gostaria de lhe entregar um presente, para ficar registrado no seu coração: dizer a você que o amor é para todos, sem nenhuma distinção. É como o Sol, é como o Ar, é como as Plantas... Exercem a sua missão sem julgamentos, sem cobranças... Apenas se doam...

Autoamor é a arte de se aceitar como você é, para se transformar na melhor versão de si mesmo.

O seu maior potencial energético para realização dos seus sonhos é você está de bem com você mesmo! As situações que lhe estressavam não lhe tiram mais do seu eixo e até passam a não ter mais necessidade de existir. A vida não precisa ficar enviando sinais, para você se alinhar com a sua essência. E é válido observar que não temos que ser lineares, precisamos aceitar a naturalidade das nossas oscilações emocionais, dos nossos altos e baixos. A questão é se permitir viver seus lutos, para curar... Fazer suas cirurgias emocionais... Quando necessário for.

 

3 EXERCÍCIOS PARA FORTALECER O AUTOAMOR

o   PRIMEIRO EXERCÍCIO – EU ME AMO!

Essa é uma técnica simples, mas muuuuuito poderosa! Ao acordar, em frente ao espelho ou se imaginando em frente a ele, recite 3 vezes seguidas e pelo menos 3 vezes ao dia, as seguintes orações, que aprendi com Aline Schulz e intitulei de Mantra do Autoamor: “Eu amo você, eu amo você, eu amo você! Você é a pessoa mais importante do Universo”.

Perceba qual a sensação você identifica. Se isso lhe traz uma leveza ou se ainda gera um certo incômodo. E está tudo bem, apenas intensifique a sua prática respeitando seus limites. Dê parabéns a você por ter decidido se amar mais!

Dica:aceite-se como você é... A sua felicidade se inicia com a aceitação da sua integralidade. Você não precisa ser perfeito para ser amado... Você não precisa ser perfeito para ser feliz...

 

o   SEGUNDO EXERCÍCIO – QUEM SOU EU?

Você vai precisar de uma folha e uma caneta. No sentido horizontal, faça um risco dividindo a folha em duas partes. No lado direito, escreva o que você sente que precisa melhorar em você; do lado esquerdo, escreva o que você sente que você é bom!

Observe suas emoções em relação aos seus pontos fortes, se consegue vibrar com eles; e em relação aos seus pontos fracos, se consegue aceita-los em você. Então foque no que você possui de melhor e, no seu tempo, transmute em si o que for preciso... Observe o seu ponto de atração, porque o referencial da sua felicidade não está no outro... Utilize o autoperdão se precisar!

Dica: sintonizar com seu coração e se permitir sentir, para encontrar com você mesmo.

o   TERCEIRO EXERCÍCIO – SE ALINHE COM O PODER DA GRATIDÃO!

Ao acordar, faça algumas respirações profundas, agradeça pela sua vida e honre seus pais pela oportunidade de estar aqui. Faça essa técnica pelo menos mais duas vezes no dia, preferencialmente à tarde e à noite.

Atenção aqui, porque não basta a gratidão se processar na mente, ela precisa processar no coração, para surtir seu efeito mais sublime: conectar você com a paz interior! Geralmente o alinhamento da gratidão mental com a emocional não acontece de imediato e está tudo bem. Você precisa apenas dar o seu melhor e aceitar o seu tempo de transição... Você não consegue ser feliz sem conectar com o melhor de você mesmo. É uma questão de sintonia.

Observe como estará a sua energia ao final do seu dia!

Dica: focar nas coisas boas do seu dia, viver o aqui e o agora; desligue-se da depressão do passado e da ansiedade do futuro. Ainda, se você estiver descuidado com a sua ingestão diária de água, aproveite e encha a sua garrafinha. para tomar água nos intervalos dos exercícios da gratidão. Isso faz toda diferença!

 

MEU NOVO EU

Bem, hoje eu me tornei Reikiana, Palestrante, Coach e Especialista no Método Acordos Espirituais, para ensinar à humanidade que não é preciso passar pelo doloroso processo do autodesamor por que passei, para evoluir e ser  mais feliz! Pode-se escolher o caminho do amor... O caminho da verdade, da autoaceitação, da descoberta do próximo passo, da transformação dos desafios em oportunidades de crescimento, felicidade e paz.

O meu maior aprendizado foi aceitar que eu não preciso ser perfeita; ser feliz me basta! Somos seres em eterna evolução...

Como é isso pra você? Você se cobra muito, acha que merece ser feliz? Eu realmente gostaria de saber! Compartilhe comigo sua opinião!

Um grande abraço.

 

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